Diário de Bordo 0001
Em algum lugar de Sampa
Memórias vivas e reais de uma psique musical.
SANTA MADRUGADA DAS MULHERES BALZAQUIANAS E FAMINTOS LUPINOS PAULISTANOS.
UD – Vixe! Cheguei cedo demais... Tá cedo e tô com sono... Deixa eu voltar pro carro.
1 hora depois...
UD – Hora de ver a banda ALTF4. Detonar uma Santa. rs A Santa Esquina – Pensei.
UD - 12 de novembro quem foi viu e ouviu uma das bandas de pop Rock Paulista dar uma palhinha da verdadeira cara do Rock nacional.
Foi possível ouvir de Lobão a U2.
Pelo que senti, a influência da banda tem raízes profundas nos lendários fabricantes de sonhos dos anos 80, Barão, Lulu e os inquietos Titãs.
Após ouvir o som dos caras, começo acreditar que a música brasileira ainda tem salvação.
A percussão cadenciada feitas a base de uma bateria simples e forte e contundente, somadas a uma guitarra sem muitas distorções se combinam com um som agradabilíssimo do contrabaixo cavalar se encaixam perfeitamente com um timbre de voz singular. O resultado é uma música, que nos faz viajar no túnel do tempo.
Todos estes ingredientes combinados traduzem em poucas notas a ponta de um iceberg sonoro que vem por aí.
Tomara que seja, para espantar todos os vestígios musicais restarstianos.
O bem da verdade, eu vi a força do som, que atravessou a rua e fez o público do outro lado da rua pular feito criança.
Caracas! Estes caras podem livrar nossos ouvidos destes “demônios” cuspidores de sons, que insistem em aparecer no rádio do carro, pré-ocupados únicos e tão somente em destruir nossos tímpanos e campear o cenário musical brasileiro, semeando música ruim e ainda ofuscar nossa retina com aquelas roupelas coloridas.
Bom, vamos aguardar para ouvir e ver o que mais eles têm para nos mostrar em termos de som.
Bendita Santa! Que abrigou uma platéia pequena em número e enorme em agitação e de quebra ajudou-os a espantar nossos demônios das tristezas diárias.
A galera regada à cerveja, vinho, wisk ou água, tiveram a oportunidade de curtir um bom rock nacional e motivo sonoro suficiente para cantarolar e relembrar uma adolescência oitentista.
Após ouvir valeu o Rappa descobri que ter vindo até aqui Valeu a Pena.
Meus ouvidos sedentos por som novo ou som de boa qualidade, enfim encontraram uma combinação de acordes simples e letras profundas.
“Demônios cuspam seu fogo e parem de nos perturbar... A nossa mente sã precisa permanecer ... Se você não cair também não vou cair, não! ”.
Demônios existem? Ou é folclore religioso que vara o tempo como um acorde de um violino Vivaldiano?
Fiquei a me questionar após sair da Santa Esquina e rumar pra casa numa madrugada gelada... na companhia de uns amigos famintos.
Saímos ouvindo um Tim Racional, falando das coroas Balzaquianas.
Saímos feitos lupinos a procura de cachorros...
No nosso caso: os cachorros estavam regados a bastante cat chup e mostarda.
UD - Que frio da porra Portão,
P – É mesmo, muleque...
UD – Vambora!? tá tarde pra caralho.
P – Vamos sim.
P – Curtiu o som?
UD – Do caralho!! Vcs tão cada vez melhores.
UILDON DIDO
PSICÓLOGO DA MÚSICA PÁRA-HUMANA.
Contato: uildondido@hotmail.com
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